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domingo, 28 de março de 2010

BRAVATAS INCONVENIENTES.

Nos últimos dias dois fatos entristeceram o funcionalismo público petropolitano. A prisão, em flagrante, do motorista da Secretaria Municipal de Saúde, Cristovão Alecrim, quando saía com carro oficial da Favela do Lixão, em Duque de Caxias, transportando, segundo reportagem no jornal Tribuna de Petrópolis, de 23.03.2010, 200 papelotes de cocaína, a prisão também de um funcionário da Condep transportando pedras de crak em um veículo da Unidade. Excluindo a Alta Diretoria da administração pública local, a maioria das pessoas tem conhecimento do envolvimento de alguns servidores municipais com o sub-mundo das drogas, outros com furtos, e ainda outros com a vergonhosa comercialização de cadáveres...chocante, mas quando ambulâncias transportam pacientes de suas residências para algun hospital público petropolitano e estes estiverem passando muito mal, alguns motoristas e ajudantes recebem uma "gorjeta" de R$ 50,00 caso avisem a Funerária Osvaldo Cruz que o mesmo veio a falecer, valor esse repassado, disfarçado de diversas formas, as despesas de sepultamento do falecido (a), tenha ela ou não condições financeiras de pagar. Desse esquema fazem parte também Auxiliares de Enfermagem, Recepção...um ingênuo motorista conhecido por "Batoré", devido convicções religiosas teve a "ousadia" de denunciar, a 3 anos aproximadamente, esses delitos e foi colocado em disponibilidade funcional, envergonhado, pediu exoneração e atualmente dirige um caminhão de verduras em Juiz de Fora, para onde se mudou. O denunciado, um ajudante de ambulância conhecido por Antenor, continua no HMNSE recebendo propinas caso avise a mesma funerária da existência de cadáveres no hospital público.
Esses e outros delitos alcançam tão altas proporções porque inexiste uma administração séria e competente, particularmente na área da saúde pública, onde a atual Costureira-Secretária é assessorada por uma bisonha Comissão Permanente de Inquérito Administrativo, composta por leigos em qualquer ramo do Direito, e presidida por quem se prestar a atender as diretrizes de seus chefes, aos quais não interessa apurações alguma, e sim aparecer sorridentes diante de uma câmera de TV para dar a falsa imprensão que está tudo as Mil Maravilhas na administração pública de Petrópolis, evitando assim imacular seu magestoso título de Cidade Imperial.
No caso Cristovão Alecrim, foram totalmente desnecessárias as bravatas da Exma: Sra: Costureira-Secretária da Saúde diante da imprensa dizendo que iria exonera-lo, sabemos que servidores público, se condenado em processo criminal, e esse transitado em julgado, automáticamente perde a função pública. Inconvenientes essas bravatas porque, ao contrário dessa senhora, todos que conhecem esse motorista estão consternados, jamais esperavam esse desvio de comportamento do Cristovão Alecrim. Óbviamente é necessário que pague pelo seu erro e algum gesto de humanismo seria esperar demais de algum desses pernósticos Secretários (as) de Paulo Mustrangi, porém, deveriam evitar "fazer média" diante da imprensa petropolitana utilizando o infortúnio de um até então digno e modesto servidor público, que tão ingênuamente desgraçou a própria vida.

Um comentário:

  1. A incompetência e o desconhecimento de administraçao pública não se restringe apenas à saúde, são todas as secretarias..

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